quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

' O PASSEIO NA FLORESTA "



Final de semana chegando e Carol estava toda feliz porque iria para um passeio na Floresta da Tijuca com seus amigos que também eram apaixonados por Botânica.

Estavam cursando o terceiro período de Ciências e estagiavam no Departamento de Botânica da própria Universidade. Principalmente Carol adorava os estudos científicos da vida das plantas, fungos e algas. Estar em contato com a natureza era essencial para ela que nasceu no campo, viveu a sua infância em contato direto com a terra, com as plantações de milho, os seus cuidados, a colheita e tudo o mais que está ligado à vida na fazenda.

Finalmente chegou sábado e Carol, Ana, Gilberto e Francisco seguiam para o seu passeio na Floresta onde pretendiam admirar a beleza do local, conhecer o Parque Nacional e observar de perto as famílias de plantas e todas as espécies de fungos que ali se desenvolviam.
Cada um levava a sua mochila equipada com os primeiros socorros, máquina fotográfica, um lanche e o primordial que era um cantil com água fresquinha.

Chegando à floresta caminharam em conjunto com outros grupos, mas em determinados locais paravam para olhar alguma espécie de rara o que os fez se isolarem. Começaram o seu passeio no raiar do dia porque queria voltar para casa ainda com o dia claro.

Carol parecia que estava num mundo encantado que por diversas vezes teve que correr atrás de seus amigos para não se perder. Olhava tudo a sua volta e não se conteve de felicidade ao passarem por uma ponte sob um pequeno rio. Ficou parada escutando o barulho das águas, dos grilos, dos pássaros que não se deu conta do tempo. Quando olhou a sua volta estava sozinha e seus amigos também entretidos seguiram em frente e nem perceberam que a amiga não estava junto deles.

Ficou sem ação, mas não perdeu o controle e resolveu ficar algum tempo ali na esperança de que a Ana desse por sua falta. Achava mais provável à amiga sentir a falta dela do que o Gilberto ou Francisco. Havia pegado no meio do caminho uma pequena florzinha de margarida e a segurando entre seus dedos continuou admirando o rio com suas águas transparentes.

Passado uma meia hora ela avistou um casal e resolveu segui-los, pois pelo menos chegaria a algum lugar. Para sua alegria depois de uns minutos caminhando avistou seus amigos que já tinham sentido a sua falta e estavam voltando ao seu encontro.

Enfim juntos foi um reclamando do outro, mas a Carol para acalmar a todos pediu desculpas dizendo que a única culpada era ela.

Gilberto chegou a perguntar o que ela havia sentido quando se viu sozinha já que podia ter ficado ali perdida como muitos jovens já tinham passado por isso.

Carol confessou que apesar de ter procurado ficar calma sentiu um friozinho na espinha. Tentou controlar o medo concentrando-se na beleza do rio e na companhia da linda margarida que tinha entre seus dedos.

Todos começaram a rir de tão sutil explicação e alegres seguiram em paz o caminho de volta para casa satisfeitos com tudo que tinham visto nesse belo passeio.

RSantos
53a. Edição Visual



7a. Edição C& F
Tema: Começar coma letra "F" e terminar com a letra "O".

2 comentários:

  1. Gostei, Rene! =)
    Quando receber o marcador, me avisa tá? (:

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  2. Conto delicioso de ler e tri bem escrito.Bos sorte!beijos,chica

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